Quem abre mão, por qualquer motivo, de um X complexo como
KDE, Gnome ou WindowMaker, em favor de um mais simples (IceWM,
Fluxbox, Openbox, etc) vai enfrentar de cara dois problemas:
- as ausências de ícones no desktop;
- e de um gerenciador de arquivos que substitua os do tipo
midnight commander, utilizáveis em terminal.
Tendo-se um pouco de experiência com eles perceber-se-á que são
pouco práticos. O terminal não foi feito para ser o elo entre o
PC e o usuário, a famosa "interface homem-máquina". Uma
ferramenta indispensável ao administrador tanto nos tempos
"jurássicos" como nos de hoje, ele apresenta-se totalmente
inadequado quando vê-se o PC em seu novo papel de ferramenta
multimídia para o usuário final, onde o gerenciamento de conteúdo
de interesse deve realizar-se de forma o mais fácil possível.
Resumindo: o usuário nem sempre quer saber de Ctrl+isso ou
Ctrl+aquilo. Ele quer salvar seus arquivos, copiá-los para alguma
mídia disponível, organizá-los, etc, o que já faz em um sistema
operacional proprietário.
Daí perguntamos: numa migração para
Linux, ou num ensino partindo
do zero, é realmente necessário usar-se o terminal para gerenciar
nosso sistema ou ele pode ser relegado a uma função secundária nos
casos realmente necessários???
Este pequeno trabalho derivou da nossa experiência no uso do IceWM
e das necessidades de melhorarmos a usabilidade do sistema,
reduzindo ao máximo as tarefas no terminal e tornando uma possível
transição OS proprietário -> OS livre o mais transparente possível.