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Artigo

O Guia Espiritual do Linux & seus Amigos
Linux user
rberaldo
25/01/2010
Este é o Guia Espiritual do Linux & seus Amigos. Mas não é um guia qualquer. Suas diferenças residem em diversos pontos. É um guia aleatório, não premeditado e elitista. Possivelmente polêmico e censurável. Mas é a voz de determinada ideologia que tem se mantido calada. Agora não mais.
Por: Rafael Beraldo | Blog: http://cabaladada.org
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Conceito: 10.0   4 voto(s)4 voto(s)4 voto(s)4 voto(s)4 voto(s) + quero dar nota ao artigo

Introdução

Este é o Guia Espiritual do Linux & seus Amigos. Mas não é um guia qualquer. Suas diferenças residem em diversos pontos. Primeiro, ele é aleatório: aparentemente, seus tópicos não estão conectados, mas se você tiver presença de espírito para compreendê-lo como um todo, sentirá sua harmonia. Segundo, ele não é premeditado. Foi escrito pela inspiração de Tux e Seus Santos Cavaleiros, Vim e Fluxbox. Terceiro, é um dos poucos guias espirituais que tratam sobre assuntos que, de outra maneira, seriam tratados como técnicos. Finalmente, e mais importante, ele é elitista. Apresenta uma visão conservadora e representa uma classe única de usuários e crenças sobre a vida.

Lembro que o nome original deste guia para em Linux, mas acrescentei a parte final de modo a expandir o motivo do guia. O nome do Linux está em destaque não em detrimento de outros honoráveis projetos, mas simplesmente porque assim como Bom Bril é sinônimo de esponja de aço, Linux é sinônimo de software livre.

Colocando as cartas na mesa logo de cara, o guia pretende se fazer sincero. Pode ser unilateral e parcial, mas nunca tentará enganar você. Os dogmas apresentados abaixo devem fazer sentido para você, ou então você pode descartá-los. Um guia egoísta, porque "querer o meu não é roubar o seu".

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Comentários
[1] Comentário enviado por demattos em 25/01/2010 - 20:39h:

Amem, muito bom......

[2] Comentário enviado por fhespanhol em 25/01/2010 - 20:55h:

Parabéns, revberaldo. Até agora você gfoi a única pessoa que conhecí aquí no VOL que realmente compreendeu a filosofia do Software livre e o melhor explicou de maneira simples para que todos pudessem entender. Os sistemas operacionais e programas "emburrecedores" estão aí e modelos de sites, blogs e documentos circulam pela internet de modo que todos só copiam ou apertam botões. Diariamente me deparo com pessoas que usam o computador como televisões de Orkut e MSN e só sabem ligar, desligar e colocar vírus nele.
As pessoas não utilizam Open Office ou outra suíte de escritório simplesmente por preguiça e falta de interesse. Uma vez fui dar aulas para um senhor cujo computador já estava em sua casa há 2 anos. Só quem o usava eram seus netos. Ao ligá-lo a primeira coisa que apareceu foi o MSn e a página inicial do navegador era o Orkut. O computador estava com as mesmas configurações de fábrica. Ou seja sem um programa, codec ou plugin sequer além dos que vieram com excessão do MSN que foi a única coisa instalada. Então como disse o computador dele era simplesmente uma televisão de Orkut e MSN e este fênomeno vem crecendo cada vez mais. O computador só serve para alienar e causar preguiça nas pessoas que se fecham em sites de relacionamento e se precisarem de algo simplesmente copiam de alguém sem sequer pensar sobre o que estão fazendo. Se você pega uma pessoa leiga que nunca usou o computador e instala Linux no computador dela a pessoa adora e só quer usar ele. Porém quando pegamos uma outra pessoa viciada em outro sistema ele não se adapta, pois já está acostumado a fazer tudo sempre da mesma maneira e não adianta porquê ele não consegue se adaptar ao novo. Tenho um cliente que é assim. Um dia seu computador deu defeito e como estava com pressa instalei o Ubuntu após consertá-lo para ganhar tempo. Não demoraram dois dias e o cliente me ligou perguntando se não dava para colocar o antigo sistema de volta. Estamos entrando na era do Cloud Computing onde pessoas estarão conectadas 24 por dia a exemplo do filme Wall-e. Já falei sobre isto aquí em meu artigo O Futuro e o Linux, mas você soube expressar melhor o que tentei dizer. Espero que outros consigam compreender o conceito de software livre como você e disseminem a idéia. A propósito irei colocar um link para seu artigo em meu Blog.

[3] Comentário enviado por albfneto em 25/01/2010 - 23:00h:

muito legal, muito original, muito diferente. bacana...

[4] Comentário enviado por cleysinhonv em 26/01/2010 - 09:30h:

Disse o Filosofo Nerd,

Que deus nos tenha por completo. Amém!

[5] Comentário enviado por rberaldo em 27/01/2010 - 09:52h:

Agradeço a todos os comentários, é muito bom saber que gostaram! Tinha medo que não fosse passar pela moderação --- ser censurado de alguma forma justamente por ser tão diferente do comum, mas a equipe do Viva o Linux é muito legal!

[6] Comentário enviado por RafaelCarcara em 27/01/2010 - 11:30h:

É doido... certeza!
kkkkkk
Valeu!

[7] Comentário enviado por luizaquino em 30/01/2010 - 22:09h:

Resumindo em apenas uma palavra esse artigo: extremista! Ele beira o preconceito e a "irracionalidade religiosa" que já levaram a tantas catástrofes ao longo da história.

A principal tolice "pregada" é que "os usuários de Linux fazem parte de uma elite". Essa é uma visão distorcida de pessoas que acham que o Linux deve ser um tipo de "sociedade secreta" acessível apenas para nerds, geeks, técnicos e afins. Essa visão está longe de ser a visão original do projeto.

Além disso, há a sugestão de que "(...) muitos fatores que definem quem pode ser e quem não pode ser um usuário de Linux. Entre eles, estão inteligência (...)". Nessa linha de pensamento distorcida, as pessoas que usam Linux são mais inteligentes do que as outras. Como se usar um sistema operacional A, B ou C fosse um indicativo de inteligência. Aliás, por exemplo, qualquer pessoa que trabalhe (ou frequênte) um meio acadêmico deve conhecer uma meia dúzia de pessoas super inteligentes e que são completamente ignorantes no uso de um computador.

No artigo há o comentário de que "(...) criar um sistema operacional que seja fácil para o completamente leigo significa que ele deixará de ser poderoso." Vejamos apenas um exemplo do que diz uma distribuição Linux voltada para o usuário: "O Ubuntu é um Linux para seres Humanos. Os programas são desenvolvidos para você, a pessoa que os usa, não sendo feitos mais complexos do que o absolutamente necessário. Isso não significa que o Ubuntu perde em potência, ao contrário, ele é cheio de inovações as quais outros sistemas operacionais estão apenas começando a pensar em usá-las." (trecho traduzido do original em inglês [1])

Foi levantada uma discussão sobre os processadores de texto como o Word ou o OpenOffice versus o sistema LaTeX. Pois bem, eles estão em classes totalmente distintas! O LaTeX originou-se do TeX. O TeX [2] é um sistema que foi desenvolvido por Donald Knuth (professor emérito na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos), principalmente para fornecer uma melhor qualidade tipográfica para seus livros e artigos técnicos. Apesar de ser possível usar o LaTeX para escrever qualquer tipo de texto, ele foi criado originalmente para textos técnicos e científicos na área de exatas, possuindo um conjunto completo de comandos para a escrita das mais variadas e complexas equações e expressões. Hoje em dia, é comum o uso do LaTeX entre os matemáticos, físicos, engenheiros e afins. Ainda assim, o uso do sistema não é unânime nem mesmo entre esses profissionais.

Outro "dogma" pregado no artigo é um certo detrimento dos Ambientes Gráficos (Gerenciadores de Janela) em prol do terminal. Contudo, o surgimento dos Ambientes Gráficos foi um divisor de águas na história dos computadores pessoais (e dos sistemas operacionais). Esse fato, junto com a idéia de vender os computadores já montados (coisa que não acontecia no início), contribuíram para a popularização do computador, que deixou de ser uma ferramenta exclusiva dos profissionais da área de tecnologia. Evidentemente, uma ferramenta como essas não poderia (e nem pode) ficar restrita à um grupo de pessoas. Por esse motivo, defender o uso quase que exclusivo do terminal é querer voltar a década de 70 do século passado, quando de fato não havia os Ambientes Gráficos. De fato, o terminal é uma ferramenta poderosa e permite realizar as tarefas mais variadas possíveis. Um usuário entre intermediário e avançado pode precisar dessa ferramenta em alguns momentos. Mas, isso não precisa ser uma regra geral para todos os usuários. Em resumo: quem quiser usar apenas os Ambientes Gráficos, que usem; quem quiser usar apenas o terminal, que usem.

Termino esse comentário afirmando que o Linux é sim um sistema operacional para todos. O que na verdade acontece é que algumas distribuições são mais "técnicas" do que outras, e essas sim exigem um pouco mais do usuário. Contudo, é aí que reside a maravilha do Linux! Temos uma variedade enorme de distribuições, o que abrange os mais variados tipos de usuários, com os mais variados tipos de necessidade.

Luiz Aquino.


[1] https://help.ubuntu.com/9.10/switching/why-easy.html

[2] http://pt.wikipedia.org/wiki/TeX


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