Durante algum tempo estive ausente dos artigos, principalmente porque a visão que tenho, graças ao sofrimento e experiência, é considerada por alguns um tanto fascista, um tanto preto sobre o branco, entretanto o avanço das distribuições que decidi apelidar de DQRECs me deixa incomodado a ponto de deixar a face a tapa e críticas.
Antes de mais nada é preciso ser dito que a opinião a seguir é compartilhada por centenas de milhares mundo afora, especialmente os que gostam dos liveCDs e do poder de customizar essas distribuições.
Três características principais
Quando qualquer usuário menos atento decide baixar uma distribuição para testar usando um CDROM ou outro dispositivo como um pendrive, pensa de cara na primeira característica dos liveCDs, o fato desde rodar sem necessidade de instalação. Esse fato leva essa maioria dos usuários a desconsiderarem outras características e qualidades.
A segunda característica principal dos liveCDs é o poder de customização dado ao usuário.
Para os que acham que isso é uma opinião pessoal, deixo a lembrança que os desenvolvedores dos liveCDs clássicos e mais antigos pensam do mesmo modo. Porque de que adianta o usuário usar o liveCD se precisar a todo momento do disco rígido?
Alguns dos DQRECs provavelmente hoje em dia são ajudados pelo uso de pendrives, mas são péssimos no trato ao bom e velho CDROM ou CD-RW. Um liveCD deve fornecer as opções necessárias a customização do mesmo, reedição, remasterização, sem sequer tocar em nada do disco rígido. Os DQRECs deixam o usuário no escuro, uivando para a lua, quando precisam usar uma simples remasterização, ou então obrigam a instalação do mesmo para a tarefa citada, ou ainda oferecem poucos e confusos recursos.
Não fazer uso do disco rígido é a terceira característica principal dos liveCDs.
Resumo do capítulo:
- A principal característica dos liveCDs é rodar em dispositivos sem necessidade do uso do hard disk. A segunda mais importante característica é o poder de customização, e a terceira, o não uso do disco rígido.